“Yellow Cake” ganha primeiro trailer e apresenta Brasil distópico em experimento com urânio

Longa de Tiago Melo, estrelado por Rejane Faria e Tânia Maria, chega aos cinemas brasileiros em 26 de novembro.
Um experimento científico secreto, urânio extraído do sertão da Paraíba e uma tentativa inusitada de combater o mosquito transmissor da dengue. É a partir dessa combinação que “Yellow Cake”, novo longa-metragem do diretor Tiago Melo, apresenta seu universo no primeiro trailer divulgado.
Estrelado por Rejane Faria, de “Marte Um” e “Vicentina Pede Desculpas”, e Tânia Maria, de “O Agente Secreto”, o filme aposta na ficção científica para construir uma narrativa ambientada em um Brasil quase distópico, tendo a cidade de Picuí, no sertão paraibano, como um dos principais cenários da história.
A produção estreia nos cinemas de todo o país em 26 de novembro, com distribuição da Olhar Filmes.
Na trama, um grupo de cientistas instala uma base de estudos em Picuí para colocar em prática o projeto Yellow Cake, um experimento que utiliza urânio extraído da região com o objetivo de esterilizar o Aedes aegypti e impedir a disseminação da dengue.
No centro da experiência está a física nuclear Rúbia Ribeiro, interpretada por Rejane Faria, que integra a equipe responsável pelo projeto.
Ficção científica inspirada em uma história real
A origem de “Yellow Cake” está relacionada ao curta documental “Urânio Picuí”, também dirigido por Tiago Melo, em parceria com Antônio Carrilho.
O documentário aborda a exploração de terras raras no Brasil por norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. A partir dessa pesquisa, o cineasta desenvolveu o novo longa, ampliando a discussão sobre mineração e estabelecendo conexões entre ciência, território e saberes ancestrais por meio da ficção científica e da fantasia.
A proposta transforma questões ligadas à exploração mineral em uma narrativa fantástica que coloca personagens e espectadores diante de um experimento científico fora do comum.
“Yellow Cake” percorre festivais pelo mundo
Antes de chegar às salas de cinema brasileiras, o longa vem construindo uma trajetória pelo circuito de festivais nacionais e internacionais.
“Yellow Cake” teve sua estreia mundial no Festival de Roterdã e segue com novas exibições programadas. Entre elas está o Sitges Film Festival, na Espanha, realizado de 8 a 18 de outubro e dedicado ao cinema fantástico.
A produção também passa pelo Festival Internacional de Cine de la UBA, na Argentina, entre 30 de setembro e 7 de outubro, e pelo CineEco Seia, em Portugal, de 9 a 17 de outubro.
No Brasil, o filme já foi exibido no Olhar de Cinema, em Curitiba, onde aconteceu sua primeira sessão no país, e no CineBH, em Belo Horizonte. A produção também integrou a programação do Los Angeles Latino International Film Festival (LALIFF), nos Estados Unidos, e do Bildrausch Filmfest Basel, na Suíça.
Apoio ao cinema brasileiro
O projeto recebeu premiação do edital do BNDES para distribuição. Segundo Marina Moreira, superintendente de Relacionamento, Marketing e Cultura do banco, o apoio ao longa está relacionado ao incentivo à diversidade cultural brasileira, ao fortalecimento da economia criativa e à ampliação da presença do cinema nacional no cenário internacional.
“Yellow Cake” é produzido por Lucinda Filmes, Urânio Filmes e Jaraguá Produções, com coprodução da Cinemascópio e da Olhar Filmes.
O filme contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura, Sic Recife e Lei Paulo Gustavo, além do apoio do edital do BNDES para distribuição e recursos do Funcultura destinados à comercialização.
Quando “Yellow Cake” chega aos cinemas?
Com uma mistura de ficção científica, fantasia, sátira e questões relacionadas à exploração mineral, “Yellow Cake” chega aos cinemas de todo o Brasil em 26 de novembro.
O primeiro trailer já apresenta parte do universo criado por Tiago Melo e antecipa uma história que leva para o sertão paraibano uma experiência científica tão improvável quanto perigosa.
“Yellow Cake” estreia nos cinemas brasileiros em 26 de novembro.

