Teatro Arthur Azevedo recebe espetáculo de dança aérea do Grupo Ares com apresentações gratuitas em São Paulo

Companhia celebra 16 anos de trajetória com a temporada “Novos Ares”, reunindo dança vertical, acrobacia aérea e teatro físico entre os dias 26 e 28 de junho.
O Teatro Arthur Azevedo recebe, entre os dias 26 e 28 de junho, o espetáculo “Novos Ares”, do Grupo Ares. Com apresentações gratuitas, a montagem celebra os 16 anos de trajetória da companhia e reúne, em formato pocket, cenas e coreografias que marcaram diferentes fases da história do grupo.
Reconhecido como uma das principais referências brasileiras em dança vertical e teatro aéreo, o Grupo Ares apresenta ao público uma experiência que mistura dança, acrobacia aérea e teatro físico, revisitando trabalhos emblemáticos como Vertebral, Palhaças que Voam, Encontro dos Anjos, Tempo Suspenso, Funâmbulos, Asas de um Sonho, Jardim Suspenso, Ilusões e Mandacaru.
A temporada destaca a identidade artística da companhia, construída a partir da exploração da verticalidade, do movimento e da ocupação de espaços urbanos como parte da narrativa cênica.

Fundado em 2008 por Mônica Alla, artista com trajetória iniciada no Circo Escola Picadeiro, o Grupo Ares desenvolve uma pesquisa voltada à dança vertical, acrobacia aérea e integração entre arte e arquitetura.
Ao longo de sua história, a companhia ficou conhecida por utilizar fachadas de prédios, praças, estruturas urbanas e diferentes espaços arquitetônicos como elementos fundamentais de seus espetáculos. A proposta, baseada na linguagem do site specific, transforma a cidade em parte ativa da dramaturgia, criando uma relação entre corpo, espaço e público.

As apresentações exploram temas ligados à condição humana, como amor, coragem, imaginação e transformação, unindo precisão técnica e sensibilidade poética. A trilha sonora original, assinada por Sérvulo Augusto, percorre diferentes estilos musicais, passando pela música erudita, pop, rock, valsas e referências da música instrumental brasileira.
Para Mônica Alla, o grande desafio da dança aérea está justamente no equilíbrio entre técnica e emoção. “O virtuosismo nunca é o objetivo final. Ele é a ferramenta”, afirma a diretora, destacando que o risco presente nas artes aéreas contribui para criar uma experiência única para o espectador.
Segundo a fundadora, a arquitetura também assume um papel de personagem dentro das obras do grupo. Edifícios históricos, fábricas e espaços urbanos deixam de ser apenas cenários e passam a influenciar diretamente a construção artística das apresentações.
Durante sua trajetória, o Grupo Ares participou de importantes eventos culturais, incluindo edições da Virada Cultural de São Paulo e apresentações no Memorial da América Latina, levando ao público espetáculos que unem impacto visual, inovação e poesia.
As apresentações de “Novos Ares” fazem parte do projeto Novos Ares na Capital, contemplado pela 10ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Circo para a Cidade de São Paulo. A iniciativa também marca a retomada do Núcleo Artístico de Criação e Pesquisa (NAC), criado por Mônica Alla, com uma proposta multidisciplinar, acessível e diversa.
Além dos espetáculos, o projeto promoveu oficinas gratuitas de dança aérea para jovens maiores de 18 anos interessados em conhecer essa linguagem artística.
Após a temporada em São Paulo, o Grupo Ares segue para o Piauí, onde participa novamente da “Ópera da Serra da Capivara”, evento em que apresentará o espetáculo multimídia “Cleópatra, a Rainha Catingueira”, no Anfiteatro Ancestral.

