MC Cabelinho mergulha em relações, desejo e vulnerabilidade no novo álbum “ESCORPIÃO”

Sexto álbum de estúdio do rapper reúne Marina Sena, Klisman e Alee e transforma experiências afetivas em um projeto de nove faixas.
MC Cabelinho abriu uma nova página de sua trajetória musical ao lançar “ESCORPIÃO”, seu sexto álbum de estúdio. Disponibilizado nesta segunda-feira (28) pela ONErpm, o projeto reúne nove faixas e participações de Marina Sena, Klisman e Alee, mergulhando em temas como desejo, relacionamentos, solidão, sedução e vulnerabilidade.
Mais do que uma coleção de músicas, o álbum foi pensado para ser ouvido como uma experiência contínua. As faixas conversam entre si e acompanham diferentes momentos de relações afetivas, passando pela atração e pelo envolvimento até chegar às frustrações e aos finais de ciclos.
Para marcar o lançamento, Cabelinho também voltou às suas origens. O rapper esteve na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, onde nasceu e cresceu, em uma ação que contou com um espetáculo de drones no céu do Rio de Janeiro, entre as regiões de Copacabana e Ipanema.
Por que “ESCORPIÃO”?
O título do disco nasceu de uma característica bastante pessoal do artista. Aquariano, Cabelinho possui ascendente em Escorpião, combinação que serviu como ponto de partida para a construção conceitual do projeto.
Enquanto Aquário é associado, dentro da astrologia, à liberdade, independência e originalidade, Escorpião aparece relacionado à intensidade e à profundidade emocional. No álbum, essa mistura se transforma em uma espécie de retrato das diferentes facetas do rapper.
A astrologia, portanto, não aparece apenas como elemento estético: ela ajuda a apresentar o universo emocional que Cabelinho pretende explorar ao longo das nove faixas.

Do desejo à solidão
“ESCORPIÃO” começa com “NÃO ME COMPARE”, faixa que introduz o ouvinte ao universo de sedução e experiências amorosas que atravessa o disco. A música também deixa espaço para marcas de relacionamentos anteriores e para a ideia de um coração que carrega suas próprias cicatrizes.
Na sequência, “SOLITÁRIO” leva o projeto para um território mais introspectivo. A faixa contrapõe os momentos de romance à sensação de vazio que pode permanecer depois que uma relação chega ao fim. A instrumentação, com presença de violino, viola, violoncelo e piano, reforça a atmosfera mais melancólica.
É também nessa música que surge uma das imagens centrais do álbum: o escorpião que, ao final de uma história, acaba se encontrando sozinho dentro de um aquário.
Já “PONTAS NO CINZEIRO” aprofunda esse lado vulnerável ao abordar a dificuldade de abandonar completamente uma relação, mesmo quando a conexão parece estar chegando aos últimos momentos.
O escorpião também sabe seduzir
Se a solidão ocupa um espaço importante no álbum, o desejo também é protagonista.
Em “ESCORPIANA”, Cabelinho explora uma relação marcada pela atração e pela distância. O conceito ganha ainda outra dimensão em “RÓTULOS”, parceria com Klisman e Alee, que apresenta uma dinâmica afetiva menos preocupada com definições e compromissos tradicionais.
Já “FALSO 9” utiliza o universo do futebol como metáfora para os relacionamentos. A figura do jogador que se movimenta pelo campo e surpreende os adversários serve de inspiração para uma narrativa sobre estratégias, movimentos e imprevisibilidade dentro das relações.
A faixa ainda amplia a paleta sonora do projeto com instrumentos como trompete, saxofone, trombone e piano.
Marina Sena encontra o “veneno” de Cabelinho
Um dos encontros mais aguardados do disco acontece em “VENENO”, colaboração com Marina Sena.
A faixa transforma o imaginário do escorpião em uma metáfora para o desejo: algo intenso, atraente e, ao mesmo tempo, capaz de provocar perigo e descontrole.
A combinação entre os dois artistas também leva o álbum para uma atmosfera mais tropical e psicodélica, criando uma das experiências sonoras que mais se distancia do tom introspectivo apresentado em outros momentos do projeto.
Segundo Marina Sena, a parceria também representa uma união de identidades artísticas, especialmente por permitir que ela assumisse dentro da música a figura da “escorpiana”.
Quando o amor vira um jogo perdido
O álbum começa a mudar de direção conforme as relações apresentadas deixam de ser sustentadas apenas pelo desejo.
Em “JOGO PERDIDO”, ciúmes, frustrações e expectativas que não se encontram transformam o relacionamento em uma espécie de disputa emocional. A faixa prepara o terreno para o encerramento da história.
A conclusão acontece em “O TRISTE FIM”, responsável por fechar o disco. Depois de percorrer diferentes formas de desejo, conexão e vulnerabilidade, Cabelinho chega ao momento de reconhecer que algumas histórias precisam ser deixadas para trás.
O encerramento funciona como uma espécie de ponto final para a narrativa afetiva construída ao longo do álbum.

Uma nova fase visual
A identidade de “ESCORPIÃO” também foi construída para além da música. Antes do lançamento, Cabelinho movimentou as redes sociais com mensagens enigmáticas relacionadas ao conceito do projeto, alimentando a curiosidade dos fãs.
A capa e a contracapa do álbum foram desenvolvidas em diálogo com o trabalho do artista contemporâneo mineiro Davi de Jesus do Nascimento, enquanto o design gráfico e a assistência do projeto ficaram sob responsabilidade de Caio Esgario.
Com nove faixas e três participações especiais, “ESCORPIÃO” apresenta um Cabelinho interessado em transformar experiências afetivas em narrativa musical — entre o desejo, a intensidade, a vulnerabilidade e a inevitável solidão que pode surgir quando uma história chega ao fim.
“ESCORPIÃO” já está disponível nas plataformas digitais via ONErpm.

