Mariana Volker lança “Feitiço” com participações de Maria Gadú e Rachel Reis

Novo álbum da cantora carioca reúne oito faixas e transforma diferentes formas de amar em uma viagem pela MPB contemporânea
Mariana Volker abre um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento de “Feitiço”, seu novo álbum autoral. Com oito faixas, o projeto mergulha nas diferentes formas de viver o amor, passando por desejo, paixão, saudade, vulnerabilidade, encantamento e os sentimentos que permanecem mesmo depois de uma história chegar ao fim.
Construído ao longo de 2025, o disco nasceu a partir de “É Segredo”, música que acabou dando origem ao conceito de todo o trabalho. A partir dela, Mariana desenvolveu uma narrativa sobre as forças invisíveis que atravessam as relações e influenciam sentimentos, escolhas e percepções.
O “feitiço” presente no título não está necessariamente relacionado à pessoa amada, mas à própria sensação de estar envolvido por algo difícil de explicar ou controlar. Ao longo do repertório, a cantora transforma essas experiências em uma espécie de percurso emocional.

Rachel Reis e Maria Gadú estão entre os destaques
A faixa-título “Feitiço” conta com a participação de Rachel Reis e funciona como o centro conceitual do álbum. As duas artistas já haviam trabalhado juntas em “Furacão”, presente no álbum Divina Casca, e agora retomam a parceria em uma canção sobre encontros capazes de mudar caminhos e despertar sentimentos inesperados.
Outra colaboração importante acontece em “Não Quero Te Querer”, parceria com Maria Gadú. A faixa aborda o conflito entre se entregar a uma paixão e tentar manter o controle sobre aquilo que se sente.
A música já havia ganhado destaque na trajetória de Mariana ao ser indicada ao 33º Prêmio da Música Brasileira.

Um álbum entre MPB e influências latino-americanas
Com produção musical de Carol Mathias, “Feitiço” amplia a pesquisa sonora que Mariana vem desenvolvendo em seus trabalhos anteriores. O álbum aproxima a MPB contemporânea de referências latino-americanas, utilizando violões, percussões e texturas orgânicas como elementos centrais dos arranjos.
As escolhas musicais foram feitas a partir das emoções presentes em cada composição. Em vez de partir primeiro de instrumentos ou referências, Mariana e Carol buscaram entender o sentimento de cada faixa para então construir sua sonoridade.
O resultado passa por atmosferas de sensualidade, calor, contemplação, inquietação e mistério, acompanhando as diferentes fases emocionais apresentadas pelo disco.
Artistas como Céu, Curumin, Manu Chao e Marisa Monte aparecem como referências sutis na construção do trabalho, especialmente na mistura entre música brasileira, elementos latino-americanos e produção contemporânea.
“Feitiço” percorre oito histórias de amor
O álbum começa com “É Segredo”, faixa que fala sobre amores imaginados e sentimentos que crescem silenciosamente entre desejos e fantasias.
Em seguida, “Não Quero Te Querer” apresenta o conflito entre entrega e resistência, enquanto “Desassossego” mergulha na dificuldade de deixar alguém partir completamente.
Já “Confesso” revela um lado mais vulnerável da artista, abordando sentimentos que deixam de ser escondidos. A faixa-título aparece como o grande ponto de encontro do disco, trazendo Rachel Reis para falar sobre fascínio, sedução e mistério.
O repertório segue com “Tropical Melancolia”, que mistura melancolia e referências tropicais; “Palafita”, composição de Victor Dornelles que ganha uma nova leitura após ter sido lançada originalmente no primeiro EP de Mariana; e “Quatro Semanas de Amor”, releitura do clássico de Carlos Colla que encerra o álbum refletindo sobre memória, saudade e a permanência de alguns sentimentos mesmo depois do fim.
Com “Feitiço”, Mariana Volker transforma experiências afetivas em música e apresenta um trabalho que olha para o amor não apenas como romance, mas como uma força capaz de provocar mudanças, contradições e novas formas de enxergar a própria vida.

