12 de agosto de 2026

“Manas” e “O Agente Secreto” fazem história e dividem prêmio de Melhor Filme no Grande Prêmio Otelo 2026

Prêmio Grande Otelo consagra ‘Manas’ e ‘O agente secreto’/ foto: Divulgação

Empate inédito marca a principal categoria da premiação do cinema brasileiro; “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso, foi o maior vencedor da noite

A 25ª edição do Grande Prêmio Otelo 2026 entrou para a história do cinema brasileiro. Pela primeira vez, a categoria de Melhor Longa-Metragem de Ficção teve dois vencedores: “Manas”, de Marianna Brennand, e “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho.

A cerimônia aconteceu na noite desta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reunindo grandes nomes do audiovisual nacional e celebrando os 25 anos da Academia Brasileira de Cinema.

Apesar do empate na principal categoria da noite, quem saiu como o maior vencedor da premiação foi “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho, que conquistou seis estatuetas.

Entre os reconhecimentos recebidos pelo longa estão Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Ator para Jesuíta Barbosa, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. A atuação de Jesuíta Barbosa interpretando Ney Matogrosso foi um dos grandes destaques da noite.

“Manas” e “O Agente Secreto” dividem principal troféu

O empate histórico na categoria de Melhor Filme marcou uma das disputas mais acirradas da história do Grande Prêmio Otelo.

Além do prêmio principal, “Manas” também levou as categorias de Melhor Direção para Marianna Brennand, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem de Ficção e Melhor Atriz Coadjuvante para Dira Paes.

“O Agente Secreto” conquistou importantes prêmios técnicos, incluindo Melhor Direção de Arte, Melhor Direção de Fotografia e Melhor Efeito Visual.

Confira outros vencedores do Grande Prêmio Otelo 2026

Entre os destaques da premiação, “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, venceu como Melhor Documentário, enquanto “Velhos Bandidos” levou o prêmio de Melhor Comédia.

Na categoria infantil, o vencedor foi “O Diário de Pilar na Amazônia”, e “Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul” conquistou o prêmio de Melhor Animação.

A categoria de Melhor Primeira Direção ficou com Rafaela Camelo, por “A Natureza das Coisas Invisíveis”, enquanto Daniel Rezende venceu Melhor Roteiro Adaptado por “O Filho de Mil Homens”.

Séries também foram destaque

O Grande Prêmio Otelo também reconheceu produções televisivas. Entre os vencedores estão:

  • Melhor Série de Ficção: “Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente”
  • Melhor Ator de Série: Johnny Massaro (“Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente”)
  • Melhor Atriz de Série: Alice Carvalho (“Cangaço Novo”)
  • Melhor Série Documental: “Caçador de Marajás”
  • Melhor Série de Animação: “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma”

A cerimônia, apresentada por Marieta Severo e Silvia Buarque, ainda homenageou o produtor Luiz Carlos Barreto e celebrou a diversidade do audiovisual brasileiro, destacando produções indígenas, negras, periféricas, LGBTQIAPN+ e antirracistas.

Principais vencedores do Grande Prêmio Otelo 2026

Longas-metragens

Melhor Longa-Metragem de Ficção
“Manas” — Marianna Brennand
“O Agente Secreto” — Kleber Mendonça Filho

Melhor Comédia
“Velhos Bandidos”

Melhor Documentário
“Apocalipse nos Trópicos” — Petra Costa

Melhor Longa Infantil
“O Diário de Pilar na Amazônia”

Melhor Animação
“Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul”

Melhor Filme Ibero-Americano
“Belén” e “O Riso e a Faca”

Direção e roteiro

Melhor Direção
Marianna Brennand — “Manas”

Melhor Primeira Direção
Rafaela Camelo — “A Natureza das Coisas Invisíveis”

Melhor Roteiro Original
“Manas”

Melhor Roteiro Adaptado
Daniel Rezende — “O Filho de Mil Homens”

Interpretação

Melhor Ator
Jesuíta Barbosa — “Homem com H”

Melhor Atriz
Denise Weinberg — “O Último Azul”

Melhor Ator Coadjuvante
Rodrigo Santoro — “O Último Azul”

Melhor Atriz Coadjuvante
Dira Paes — “Manas”

Séries

Melhor Série de Ficção
“Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente”

Melhor Ator de Série
Johnny Massaro — “Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente”

Melhor Atriz de Série
Alice Carvalho — “Cangaço Novo”

Melhor Série Documental
“Caçador de Marajás”

Melhor Série de Animação
“Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma”

Curtas-metragens

Melhor Curta de Ficção
“Amarela”

Melhor Curta Documentário
“Sebastiana”

Melhor Curta de Animação
“A Tragédia do Lobo Guará”

Categorias técnicas

Melhor Montagem de Ficção
Isabela Monteiro de Castro — “Manas”

Melhor Montagem de Documentário
“Apocalipse nos Trópicos”

Melhor Direção de Fotografia
Evgenia Alexandrova — “O Agente Secreto”

Melhor Direção de Arte
Thales Junqueira — “O Agente Secreto”

Melhor Efeito Visual
“O Agente Secreto”

Melhor Figurino
Gabriella Marra — “Homem com H”

Melhor Maquiagem
Martín Macías Trujillo — “Homem com H”

Melhor Som
Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr. — “Homem com H”

Melhor Trilha Sonora
Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis — “Homem com H”

Júri Popular

Melhor Filme
“Homem com H”

A cerimônia, apresentada por Marieta Severo e Silvia Buarque, também celebrou os 25 anos da Academia Brasileira de Cinema e homenageou o produtor Luiz Carlos Barreto. O evento ainda destacou o crescimento de produções indígenas, negras, periféricas, LGBTQIAPN+ e antirracistas no audiovisual brasileiro.

Gustavo Farias

Me chamo Gustavo Farias, tenho 24 anos e sou formado em Jornalismo. Criei este site porque sou apaixonado por cultura pop, música, festivais, séries e filmes. O meu objetivo é levar o máximo de informações e conteúdos de qualidade para todos que compartilham desse universo. Espero que vocês acompanhem essa nova jornada e façam parte desse projeto que está chegando para trazer muita informação, novidades e entretenimento. Conto com o apoio de todos vocês!

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