11 de outubro de 2026

KIN KAS transforma “TECNO TRISTE” em álbum coletivo de remixes com 12 artistas

Créditos da foto: Gab Fonseca, Kin Kas e
g0morr4

“SUPER TECNO TRISTE 999” revisita o primeiro álbum do artista mineiro e transforma o imaginário do fim do mundo em uma experiência eletrônica sobre tecnologia, relações humanas e coletividade.

Cinco anos depois de apresentar seu primeiro álbum, “TECNO TRISTE”, KIN KAS retorna ao projeto para reconstruí-lo a partir do encontro com outros artistas. Lançado em 30 de setembro, “SUPER TECNO TRISTE 999” reúne 13 faixas e 12 nomes da cena independente brasileira em uma nova leitura do trabalho que marcou o início de sua trajetória.

A proposta vai além de um álbum de remixes. O novo projeto transforma uma criação inicialmente construída de maneira mais solitária em uma obra coletiva, conectando artistas de diferentes regiões do país por meio da música eletrônica e da experimentação.

Entre os convidados estão g0morr4, KRYARTURA, YELL, Muluc, Flecha Kabal, Aring G, IGUR, AMANTE, Lucas Novaes, Barbudan, Jim Jeans e Diva Maya. Junto de KIN KAS, eles recriam faixas do álbum original e constroem uma sonoridade que dialoga com a cena underground e com diferentes possibilidades da música eletrônica brasileira.

Crédito da foto e Maquiagem: Gab Fonseca e Kin Kas

Um fim do mundo cada vez mais tecnológico

Em “TECNO TRISTE”, KIN KAS imaginava o fim do mundo a partir de uma perspectiva mais íntima: uma pessoa isolada dentro de casa, cercada por dispositivos eletrônicos e observando o caos do lado de fora.

Em “SUPER TECNO TRISTE 999”, esse conceito ganha novas camadas. A tecnologia continua funcionando como ponte e barreira entre as pessoas, mas passa também a fazer parte do próprio cenário de colapso imaginado pelo artista.

O “tecno” aparece na presença cada vez maior de dispositivos, inteligência artificial, comunicação digital e mecanismos de segurança na vida cotidiana. Já o “triste” está nas contradições desse avanço: ferramentas que aproximam também podem aumentar o isolamento, enquanto o excesso de tecnologia pode contribuir para o afastamento da realidade e das relações humanas.

A partir desse universo, o álbum atravessa temas como tecnologia, catástrofes climáticas, vida em sociedade, relações humanas e o próprio fazer artístico.

Contra-Capa e Créditos da Foto e maquiagem: Gab Fonseca e Kin Kas

999 marca uma nova fase

O número presente no título também carrega um significado pessoal para KIN KAS. O artista nasceu em 1999, começou a se interessar por música aos nove anos e atua profissionalmente na cidade de São Carlos (SP) há nove anos.

Além dessas referências, o 999 é apresentado no projeto como símbolo de encerramento e transformação, reforçando a ideia de que “SUPER TECNO TRISTE 999” representa o fim de um ciclo e o começo de outro.

Essa mudança também aparece na própria construção do trabalho. Para KIN KAS, a colaboração deixa de ser apenas um complemento e passa a ocupar um lugar central no processo criativo.

O resultado é um disco em que cada artista convidado imprime sua própria identidade às músicas, mas mantém uma conexão entre as faixas, criando uma narrativa contínua sobre tecnologia, humanidade e coletividade.

Crédito da foto: Divulgação

Uma experiência que também chegou ao palco

No dia do lançamento, KIN KAS realizou uma listening party na Sala Cultural Hip Hop Salva, em São Carlos (SP), com uma performance construída a partir da sequência de faixas do álbum.

A apresentação trabalhou a ideia de proteção e o próprio processo de criação artística, utilizando elementos como tijolos, espadas-de-são-jorge, velas e projeções de desastres naturais e bombas atômicas para construir visualmente o universo de “SUPER TECNO TRISTE 999”.

A performance reforça uma das principais ideias do projeto: criar também é proteger a própria capacidade artística, mas dividir essa criação com outras pessoas é parte fundamental desse processo.

Com aproximadamente 42 minutos de duração, “SUPER TECNO TRISTE 999” consolida uma nova etapa na trajetória de KIN KAS, marcada pela experimentação eletrônica e pela força da colaboração dentro da cena independente.

O álbum conta com produção de KIN KAS e dos artistas convidados, masterização de YELL, direção de arte de KIN KAS e fotografia de Gab Fonseca. O projeto é distribuído pela ONErpm e lançado pelo selo Vespeiro.

Gustavo Farias

Me chamo Gustavo Farias, tenho 24 anos e sou formado em Jornalismo. Criei este site porque sou apaixonado por cultura pop, música, festivais, séries e filmes. O meu objetivo é levar o máximo de informações e conteúdos de qualidade para todos que compartilham desse universo. Espero que vocês acompanhem essa nova jornada e façam parte desse projeto que está chegando para trazer muita informação, novidades e entretenimento. Conto com o apoio de todos vocês!

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