Kerolay Chaves rebate críticas e diz que conteúdo adulto é “mais ético que divulgar tigrinho

A criadora de conteúdo adulto Kerolay Chaves voltou a chamar atenção nas redes sociais ao comentar as críticas que recebeu após protagonizar uma campanha na Times Square, em Nova York. A influenciadora afirmou que considera seu trabalho “mais ético que divulgar tigrinho”, em referência às propagandas de plataformas de apostas feitas por influenciadores.
A polêmica começou depois que Kerolay apareceu em um anúncio convidando o público a conhecer seu perfil de conteúdo adulto. Nas redes, alguns internautas afirmaram que a campanha reforçaria estereótipos sobre mulheres brasileiras no exterior, crítica que foi rebatida pela influenciadora.
Segundo ela, a produção de conteúdo adulto é um trabalho realizado de forma transparente, já que os assinantes sabem exatamente o que estão contratando. Kerolay também relembrou sua trajetória profissional, contando que já trabalhou como atendente de caixa e conhece o valor de cada oportunidade que conquistou.
“Eu não tenho vergonha do que faço. Quem assina meu conteúdo sabe exatamente o que está comprando. Não existe enganação. É uma escolha de um adulto. O que eu não conseguiria fazer é convencer alguém de que vai mudar de vida apostando dinheiro.”
Durante o desabafo, a criadora comparou sua atuação com a de influenciadores que promovem plataformas de apostas. Para ela, existe uma grande diferença entre oferecer um serviço voltado ao público adulto e incentivar pessoas a acreditarem que podem enriquecer por meio dos jogos de azar.
Kerolay também revelou que recusou uma proposta de R$ 1 milhão para divulgar uma plataforma de apostas. Segundo a influenciadora, a decisão foi motivada pelo impacto que esse tipo de publicidade pode causar na vida financeira das pessoas.
“Já recusei proposta de R$ 1 milhão. Claro que é muito dinheiro, mas eu penso em quem está do outro lado da tela. Eu sei o quanto é difícil ganhar dinheiro porque já trabalhei como atendente de caixa. Não conseguiria incentivar alguém a perder o salário, o aluguel ou o sustento da própria família por causa de uma propaganda feita por mim. Para mim, isso pesa muito mais na consciência do que produzir conteúdo adulto.”
Apesar de recusar o contrato milionário, a influenciadora revelou que sua carreira nas plataformas de conteúdo adulto já ultrapassou a marca de R$ 10 milhões em faturamento. Ela atribui o resultado ao planejamento e à profissionalização do trabalho.
“Eu tratei como uma empresa. Tinha rotina, equipe, planejamento. Não era só postar por postar. Era conexão, era estratégia. Era trabalho de verdade.”

