29 de agosto de 2026

Com dois episódios lançados, público ainda questiona onde está o ‘Verde’ de Lanternas

Foto: HBO MAX/Divulgação

Lançada como a terceira série da primeira fase do novo DC Universo e, intitulada Deuses & MonstrosLanternas busca subverter o gênero de herói e leva o público a uma produção mais próxima do formato true crime (só que com aliens).

A série segue as façanhas dos dois lanternas verdes mais bem reconhecidos pelo público em geral: Hal Jordan (Kyle Chandler), membro original da Liga da Justiça e o primeiro lanterna verde da era de prata dos quadrinhos, e John Stewart (Aaron Pierre), terceiro lanterna verde e talvez o nome que muitos lembrem quando pensam no cavaleiro esmeralda, devido a animação da Liga da Justiça (2001), produzida por Bruce Timm.

“No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbira ante a minha presença…”

(juramento da tropa dos Lanternas Verdes)

Na série, conhecemos um Hal Jordan já cansado de seu dia a dia como lanterna, atuando por mais de 15 anos como patrulheiro, ele já não se preocupa mais em usar o uniforme, recarregar seu anel ou até mesmo falar o juramento de forma emponderada e heroica. Do outro lado, temos John Stewart, admirador do lanterna desde a sua infância e que claramente está contando as horas para assumir o manto de herói.

Enquanto eles resolvem um crime peculiar no Nebraska, a série nos faz lembrar que, antes de tudo, a tropa dos lanternas se trata de uma força policial intergaláctica. Logo, resolver crimes e procurar por alienígenas foragidos é algo comum para eles. 

Mas apesar de levar o público a um gênero muito semelhante ao neo-western (ou faroeste contemporâneo), semelhante a produções como Sons of Anarchy, YellowStone e Marshals, Lanternas nos faz questionar algo primordial dentro deste universo: Onde está o verde?

E não me entendam mal, o que não falta é verde nessa série. Da locação a direção de arte, a obra se torna esteticamente coesa. Além de ser também coerente tanto com os gêneros que adapta, quanto com os personagens que busca dar vida. Mas e os super poderes? Os alienígenas? O espectro emocional? Esse verde!

Mesmo com personagens bem desenvolvidos e multidimensionais, querendo ou não, a HBO está adaptando um grupo de heróis que lida diretamente com os mais variados tipos de extraterrestres e está presente no imaginário coletivo do público há mais de 60 anos. Até o momento tivemos demonstrações simplórias (e eu diria até mundanas) dos poderes do Lanterna Verde. Além de um grupo de ETs que decidiram (pelo bem do orçamento utilizado em efeitos especiais) se disfarçarem de humanos.  O foco acaba sendo, realmente, Hal enquanto policial e John enquanto aprendiz. Nada da estética já conhecida do super-herói, mas assim algo mais próximo do ser humano mesmo.

Mas como Guy Gardner (o segundo lanterna verde oficial da DC) já nos mostrou em Superman (2025), o anel é capaz de feitos extraordinários, dependendo apenas da imaginação do portador. 

Ainda é muito cedo para dar o veredito se a série foi hit ou flop para o público, porém é inegável que em dois episódios eles já criaram pano para manga o suficiente para desenvolver não apenas o universo complexo que envolve a tropa dos Lanternas Verdes, mas também dar abertura para introduzir a grande variedade de raças alienígenas que a DC Comics sabe escrever tão bem.

Lanternas tem novos episódios lançados todos os domingos, às 22:00, pela HBO Max

Matheus Campos

Potiguar, formado em comunicação, produtor audiovisual, editor e apaixonado por filmes e séries, de Matrix a Barbie, gosto sempre de olhar o mundo com os olhos da fantasia e da imaginação.

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