20 de setembro de 2026

Atingindo a marca de US$ 2,3 bilhões em sua bilheteria global, Homem-Aranha: Um novo dia nos mostra que filmes de heróis ainda são queridinhos do público

Foto: Divulgação / Sony Pictures/Marvel Studios

Assumindo a quinta posição no rank de filmes de maiores bilheterias, logo atrás de clássicos como Titanic, Vingadores: Ultimato e os dois primeiros longas da franquia Avatar, o amigão da vizinhança nos mostra o quão relevante ainda é, mesmo com mais de 60 anos de história.

O Homem-Aranha pode ser considerado como um dos super-heróis mais adaptados para as mídias das histórias dos quadrinhos, acumulando não apenas nove filmes produzido durante o século XXI, mas uma infinidade de séries animadas produzidas durante os anos e até mesmo uma produção japonesa onde Peter Parker se aproxima muito mais de um Power Ranger ou de um Super Sentai, do que do arquétipo de super-herói que estamos acostumados.

Porém, em Um Novo Dia, o carisma do Aranha (Tom Holland) não é o único motivo que levou o público a assistir ao filme. Introduzindo um dos grupos mais amados e icônicos da Marvel, temos aqui o primeiro vislumbre da saga mutante que o MCU há tantos anos promete ao público. A participação de Jean Grey (Sadie Sink) nesse filme abre portas para um dos grupos mais queridos pelos fãs e que foi engavetado por muito tempo devido à briga entre a Marvel Studios e a 20th Century Fox pelos direitos autorais dos mutantes.

Para quem não sabe, Jean Grey é uma dos membros fundadores dos X-Men, considerada uma das telepatas mais poderosas dos quadrinhos e personagem amada por muitos, sendo uma peça chave na história mutante. Aqui podemos conhecer um pouco mais da sua história, antes dela integrar uma das equipes mais famosas dos quadrinhos.

Em Brand New Day, a história de Jean e Peter se une não por seus feitos heroicos ou seus poderes extraordinários, mas sim pelo luto que ambos os personagens enfrentam em suas vidas. Peter Parker, além de ter perdido a tia, precisa viver o luto de nenhum dos seus entes queridos lembrarem quem ele é, isso o leva ao isolamento e a depressão, tal estresse faz com que seus poderes acabem evoluindo, mesmo ele não tendo controle sobre suas novas habilidades.

Foto: Divulgação / Sony Pictures/Marvel Studios

Já Jean Grey enfrenta o luto de perder a irmã. Em sua fúria em busca de Sara, ela manipula, destrói e fere as pessoas à sua volta. Muitos fãs questionaram se tais atitudes são condizentes com a Jean Grey que conhecemos dos quadrinhos, porém vejo como um reflexo das experiências de uma jovem ferida e solitária, que está desesperada buscando pela única família que ainda lhe resta.

No fim, Homem-Aranha: Um Novo Dia vai muito além do que um simples filme de herói, ele nos fala sobre dor, perda, solidão e luto, mas acima de tudo, fala sobre a superação dos nossos problemas e que não precisamos enfrentá-los sozinhos. 

No final, temos uma promessa do retorno do Homem-Aranha para mais uma aventura e a esperança de vermos Jean Grey novamente nas grandes telas.

Você ainda pode acompanhar Homem-Aranha: Um Novo Dia nos cinemas.

Matheus Campos

Potiguar, formado em comunicação, produtor audiovisual, editor e apaixonado por filmes e séries, de Matrix a Barbie, gosto sempre de olhar o mundo com os olhos da fantasia e da imaginação.

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