“15 Dias” é um filme de esperança, amor e diversidade em um ano desafiador para a comunidade LGBTQIAPN+

Baseado no livro de Vitor Martins, “15 Dias” chega aos cinemas brasileiros como uma comédia romântica emocionante que aborda amor, autodescoberta e aceitação. A trama acompanha Felipe e Caio, dois jovens com personalidades diferentes, mas conectados por sentimentos que acabam além de uma amizade de infância.
Felipe enfrenta diariamente o bullying na escola por ser gordo e gay. Como forma de proteção e reclusão, ele prefere se isolar no quarto e se afastar do mundo ao seu redor. No entanto, sua rotina muda completamente quando Caio, seu amigo de infância e vizinho, passa 15 dias hospedado em sua casa, onde vive com sua mãe, Rita.
Nos primeiros dias, a convivência entre os dois é marcada por estranhamentos. Aos poucos, porém, a amizade ganha novos contornos e ambos descobrem sentimentos que vão além da amizade. O longa também apresenta um casal lésbico formado por amigas de Caio, personagens importantes para o desenvolvimento da narrativa e para a jornada de autoconhecimento do casal.
Assisti a “15 Dias” e me emocionei do início ao fim. Em diversos momentos, me identifiquei com Felipe e com os desafios que ele enfrenta, por ser gordo e gay em uma escola e sociedade totalmente preconceituosa. O filme é sensível, divertido com um roteiro leve e emocionante, conseguindo transportar para as telas toda a essência que conquistou os leitores do livro lançado anos atrás.
A reação do público no final da sessão foi um espetáculo à parte. Risadas, aplausos e emoção tomaram conta da sala e todos aplaudiram de pé a produção do longa. E sobre o desfecho épico e maravilhoso, vou deixar para que cada pessoa descubra por conta própria após assistir o filme.
Em um ano que tem sido especialmente difícil para a comunidade LGBTQIAPN+, principalmente diante dos debates políticos e sociais que envolvem direitos e representatividade, “15 Dias” surge como uma obra necessária. O filme celebra o amor, a diversidade e a importância de ser quem você é e ter sua própria aceitação.
Essa mensagem foi reforçada durante os discursos do autor Vitor Martins e do protagonista Miguel Lallo na pré-estreia, destacando a relevância da história e o impacto que ela pode ter no público.

Falando em Miguel Lallo, os protagonistas são um dos grandes destaques da produção. A química entre os personagens é natural e envolvente, tornando a trajetória de Felipe e Caio ainda mais emocionante. Diego Lira entrega uma atuação marcante como o carismático, marrento e apaixonante Caio, roubando a cena em diversos momentos, sem contar a beleza desse ator. Miguel Lallo é brilhante nas referências pop, no carisma e na beleza, além dos cachos perfeitos.
E sobre aquela primeira vez entre os protagonistas na casa de Caio… melhor não dar spoilers para o público.
E o que falar de Débora Falabella interpretando Rita, mãe de Felipe, ela está maravilhosa e ela é uma mãe que todo LGBTQIAPN+ quer ter, com apoio, colo, ela transparece acolhimento para aquele papel, nos emocionando e fazendo a gente se sentir prestigiado por ver essa mulher em cena.
Vale destacar também a direção de Daniel Lieff e o roteiro de Ray Tavares e Vitor Brandt.
Viva ao cinema nacional!
Nota para o filme: 10/10
“15 Dias” estreia nos cinemas brasileiros no dia 18 de junho, com sessões especiais no Dia dos Namorados já programadas para o dia 12 de junho. Uma história sobre amor, esperança e pertencimento que merece ser vista e sentida pelo público.

