17 de outubro de 2026

Samuca e a Selva recebe Carlos Dafé e Silvia Machete em show especial no Sesc Pompeia

Foto: Divulgação

Coletivo paulista apresenta o álbum “Pra Gente Se Acabar” pela primeira vez nos palcos, em uma noite que promete reunir música brasileira, reflexão e muito balanço.

E se o mundo estiver acabando, que seja dançando! É com essa proposta que Samuca e a Selva chega ao Sesc Pompeia, em São Paulo, no dia 31 de outubro, para o show de lançamento de Pra Gente Se Acabar, quinto álbum de estúdio do coletivo. A apresentação, marcada para as 21h, contará com participações especiais de Carlos Dafé, Silvia Machete e do trio vocal do Abacaxepa, artistas que também colaboraram com o novo disco.

Lançado nas plataformas digitais em 23 de setembro, o álbum reúne 13 faixas que passeiam entre a euforia e a melancolia, explorando questões como a passagem do tempo, as incertezas do futuro e a importância de celebrar a vida diante das adversidades. No palco, o trabalho ganha uma nova dimensão com a formação de dez músicos da banda, conhecida pela mistura de ritmos brasileiros, influências latinas e jazz.

As vendas on-line dos ingressos começam em 20 de outubro, às 17h, pelo site do Sesc São Paulo.

Encontros musicais e participações especiais

A presença dos convidados promete tornar a apresentação ainda mais especial. Carlos Dafé, um dos grandes nomes da soul music brasileira, divide a noite com Silvia Machete, cantora e performer reconhecida por sua personalidade artística e versatilidade, além do trio vocal do Abacaxepa.

Os artistas participaram das gravações de Pra Gente Se Acabar e agora levam essas conexões musicais para o palco do Sesc Pompeia. O encontro reforça a proposta colaborativa do projeto e amplia a diversidade sonora de um repertório que combina arranjos dançantes, experimentação e letras que dialogam com questões contemporâneas.

Foto: Divulgação

Um álbum entre a celebração e a possibilidade de despedida

Por trás do título Pra Gente Se Acabar, existe uma reflexão sobre os rumos da própria banda. Com mais de 11 anos de trajetória, o coletivo enfrenta os desafios de manter uma formação numerosa e horizontal em um mercado musical que frequentemente favorece carreiras individuais.

A possibilidade de encerramento das atividades aparece como uma das inquietações que atravessam o disco, sem representar, contudo, um anúncio oficial de despedida.

“O tempo avança, novas prioridades da vida adulta vão surgindo e o mercado muda drasticamente, favorecendo em inúmeros aspectos os artistas solo e fazendo com que as bandas, principalmente as de grandes formações, entrem, pouco a pouco num processo de extinção”, afirma Samuel Samuca, vocalista e fundador do grupo.

A partir dessa inquietação, a banda transforma dúvidas e sentimentos em matéria-prima artística. O resultado é um trabalho que reconhece as dificuldades de seguir em frente, mas também celebra a história construída coletivamente ao longo de mais de uma década.

Dançar enquanto a vida acontece

O título do álbum também carrega um significado festivo, associado à expressão popular de aproveitar intensamente um momento. Entre as crises contemporâneas, as transformações sociais e os dilemas pessoais, a música surge como um espaço de encontro, resistência e celebração.

“É um projeto sensível que ensaia sobre a grande merda que é o fim e a grande beleza que há em enfrentá-lo, escolhendo dançar e se entregar ao máximo pra vida enquanto ela ainda existe, ainda que em meio ao caos”, resume Samuca.

No repertório, temas como saúde mental, especulação imobiliária, paixões, saudade e angústias do presente se encontram com o balanço característico do grupo. As referências musicais, que vão de Marku Ribas a Sade, ajudam a construir a identidade de um trabalho que transita entre diferentes sonoridades sem abandonar a força dos arranjos coletivos.

A produção musical é assinada por Marcos Maurício, parceiro de longa data da banda, responsável também por Madurar (2016), álbum de estreia indicado ao 28º Prêmio da Música Brasileira, e Ditados Populares Dançantes (2022), que integrou a lista dos 50 melhores discos do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Neste novo projeto, Samuel Samuca também divide com Marcos a coprodução do álbum.

Mais de uma década de música coletiva

Ao longo de sua trajetória, Samuca e a Selva construiu uma identidade marcada pela combinação de ritmos brasileiros, influências latinas e jazz, além de apresentações que transformam o palco em um espaço de celebração compartilhada.

Com dez integrantes e uma sonoridade que reúne metais, percussões, guitarras, teclados e vozes, o grupo aposta na força da criação coletiva em um cenário musical em constante transformação.

O show no Sesc Pompeia representa, assim, mais do que a apresentação de um novo repertório. É uma oportunidade de celebrar os encontros, revisitar a trajetória da banda e refletir sobre o futuro sem deixar de aproveitar o presente.

Com Carlos Dafé, Silvia Machete e Abacaxepa como convidados, Samuca e a Selva prepara uma noite que promete unir emoção, irreverência e muito balanço. Afinal, diante das incertezas da vida, a música continua sendo um convite para dançar.

SERVIÇO

Samuca e a Selva — lançamento do álbum Pra Gente Se Acabar

  • Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
  • Horário: 21h
  • Local: Comedoria do Sesc Pompeia
  • Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo (SP)
  • Participações especiais: Carlos Dafé, Silvia Machete e trio vocal do Abacaxepa
  • Ingressos: Vendas on-line a partir de 20 de outubro, às 17h.

Ingressos e informações: Sesc São Paulo — Samuca e a Selva

Gustavo Farias

Me chamo Gustavo Farias, tenho 24 anos e sou formado em Jornalismo. Criei este site porque sou apaixonado por cultura pop, música, festivais, séries e filmes. O meu objetivo é levar o máximo de informações e conteúdos de qualidade para todos que compartilham desse universo. Espero que vocês acompanhem essa nova jornada e façam parte desse projeto que está chegando para trazer muita informação, novidades e entretenimento. Conto com o apoio de todos vocês!

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