“O Capitão Engarrafado”: filme mineiro que celebra a imaginação infantil estreia no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo

Produção dirigida por Guilherme Reis foi realizada no Vale do Jequitinhonha e terá première mundial na Première Brasil: Nova Geração antes de integrar a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
O cinema brasileiro ganha uma nova produção dedicada ao público jovem e às famílias. “O Capitão Engarrafado”, longa-metragem dirigido por Guilherme Reis, fará sua estreia mundial em outubro de 2026 na Première Brasil: Nova Geração, dentro da programação do Festival do Rio. Na sequência, a produção também chega à 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde integra tanto a Mostra Brasil quanto a Mostrinha.
Realizado pela produtora mineira Postura Digital, o filme aposta em uma narrativa que combina fantasia, drama psicológico e o olhar imaginativo da infância. Ambientada principalmente nas paisagens do Vale do Jequitinhonha, a produção busca unir identidade brasileira e recursos técnicos, incluindo efeitos especiais, em uma história pensada para ser compartilhada entre diferentes gerações.
A proposta dialoga diretamente com a seleção do Festival do Rio, que reúne na Première Brasil: Nova Geração obras voltadas ao público jovem e a toda a família. Em “O Capitão Engarrafado”, essa característica aparece em uma narrativa construída em duas camadas, capaz de apresentar diferentes leituras para crianças e adultos.

Estreia no Festival do Rio
A première mundial de “O Capitão Engarrafado” acontece no Festival do Rio, com duas sessões programadas. A primeira será na sexta-feira, 9 de outubro, às 18h15, na Estação Claro Gávea, no Rio de Janeiro.
Já no sábado, 10 de outubro, às 14h, o longa será exibido no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na Praia de Botafogo.
Depois da estreia carioca, o filme segue para São Paulo e integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com presença tanto na Mostra Brasil quanto na Mostrinha, reforçando a vocação da produção para alcançar públicos de diferentes idades.
Os ingressos para as sessões do Festival do Rio estão disponíveis na programação oficial do evento.

Uma aventura entre Minas Gerais e o mar
No centro da história está Caio, uma criança criativa que parece encontrar na imaginação uma maneira própria de lidar com a realidade. O menino vive com Vanessa, sua mãe solo, que carrega um trauma do passado e enfrenta os conflitos de uma família marcada por questões ainda não resolvidas.
A rotina dos dois muda quando Caio conhece o pequeno capitão de um barco engarrafado. O personagem precisa voltar a navegar e, para isso, embarca em uma jornada que começa no interior de Minas Gerais e tem como destino o mar.
O encontro entre os personagens transforma a relação de Caio com o mundo ao seu redor e conduz a narrativa por uma aventura que mistura fantasia e elementos do cotidiano.
O papel do capitão fica por conta de Luiz Carlos Vasconcelos, ator conhecido por trabalhos como Eu Tu Eles, Carandiru e Baile Perfumado. O elenco também reúne Kelly Crifer, de No Coração do Mundo, e Magdale Alves, de Amarelo Manga e Eletrodoméstica.
O jovem Tuí Souza Gil interpreta Caio. O ator foi escolhido após um processo de seleção realizado a partir de oficinas que reuniram mais de 300 crianças no Vale do Jequitinhonha.

O olhar de Guilherme Reis
Diretor de outras produções voltadas ao público infantojuvenil, como “Dentro da Caixinha”, disponível no Amazon Prime Video, e o premiado curta-metragem “Jardim das Cores”, Guilherme Reis aposta em uma direção que aproxima o fantástico do cotidiano.
A tranquilidade da vida no campo contrasta com as aventuras imaginativas vividas por Caio, criando uma atmosfera que acompanha o amadurecimento dos personagens e as descobertas provocadas pela chegada do misterioso capitão.
A produção também utiliza as paisagens mineiras como parte importante da narrativa, valorizando cenários naturais e humanos do Vale do Jequitinhonha.
Produção entre Minas Gerais e Rio de Janeiro
As gravações aconteceram em diferentes localidades. O longa foi filmado em Presidente Kubitschek, Datas, Diamantina e Belo Horizonte, em Minas Gerais, além de Ilha Grande, no Rio de Janeiro.
“O Capitão Engarrafado” foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo, em edital gerido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com recursos do Governo Federal.
Com sua passagem por dois dos principais festivais de cinema do país, o longa chega ao circuito nacional levando para as telas uma história sobre infância, imaginação, família e a possibilidade de enxergar novos caminhos mesmo diante das dificuldades.
“O Capitão Engarrafado” estreia mundialmente no Festival do Rio em outubro de 2026 e, posteriormente, integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

