NEOERA SESSIONS levou dança, música e cultura urbana ao Ipiranga

Projeto que nasceu na Zona Leste ampliou circulação pela capital e realizou primeira edição na Zona Sul de São Paulo com entrada gratuita
O Ipiranga recebeu, no último domingo (6), uma edição especial do NEOERA SESSIONS, projeto que reúne dança, música e diferentes manifestações da cultura urbana. Realizado na Casa Municipal de Cultura Chico Science, o encontro marcou a primeira passagem da iniciativa pela Zona Sul de São Paulo e teve entrada gratuita.
Nascido na Zona Leste, o projeto começou sua trajetória no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e, posteriormente, passou pela Casa de Cultura Municipal Hip Hop Leste. Com a edição no Ipiranga, o NEOERA ampliou sua circulação pela capital e reforçou a proposta de aproximar artistas, dançarinos, DJs e público em diferentes territórios.
Mais do que circular por novos bairros, o projeto aposta na ocupação de equipamentos públicos como forma de ampliar o acesso à produção cultural urbana e criar espaços de encontro para artistas e comunidades.
Dança, música e troca na pista
Durante a edição no Ipiranga, a dança ocupou o centro da experiência. O espaço da Casa Municipal de Cultura Chico Science foi transformado em um dance floor, recebendo sessões abertas e momentos de troca entre os participantes.
A trilha sonora acompanhou a dinâmica da programação, passando por trap, R&B e funk e criando uma conexão direta entre quem estava na pista e quem conduzia a experiência.
A edição contou com IAMLOPE$$ na condução musical, integrando a programação do projeto e contribuindo para a atmosfera do encontro.
A proposta do NEOERA é justamente aproximar público e artistas, transformando a pista em um espaço de participação, expressão e troca.

Da Zona Leste para outros territórios
A expansão do NEOERA por diferentes regiões de São Paulo faz parte da visão de Esther Dagápito, que defende a circulação do projeto pelos bairros da capital.
A iniciativa busca alcançar diferentes territórios sem abrir mão de suas raízes na cultura urbana e periférica. Para Esther, existe uma cena de artistas underground que precisa de mais espaços de visibilidade e encontro com o público.
“Sabemos que existem muitos artistas underground da cultura urbana, assim como existe uma grande demanda”, afirma.
A ocupação de equipamentos públicos também está entre os pilares da proposta. Ao levar o NEOERA para diferentes casas de cultura, o projeto amplia as possibilidades de acesso à programação artística e aproxima a cultura urbana de públicos de diferentes regiões.
Uma nova parada para o NEOERA
A Casa Municipal de Cultura Chico Science recebeu o projeto pela primeira vez e se tornou mais um território ocupado pela iniciativa.
Para Esther, chegar a novas regiões não significa deixar de lado a origem do NEOERA.
“Mantemos nossas raízes enquanto crescemos e expandimos para novos territórios, mostrando o poder da cultura urbana e periférica e a importância de ocupar equipamentos públicos”, explica.
A edição no Ipiranga marcou, assim, mais um passo na expansão do projeto pela capital, reforçando a cultura urbana como ferramenta de conexão entre diferentes territórios e linguagens.
Do dance floor às manifestações da cultura periférica, o NEOERA SESSIONS segue construindo pontes entre artistas, público e espaços culturais de São Paulo.

