“Dar é uma boa ação”: campanha arrecada recursos para ajudar população LGBT em situação de vulnerabilidade em São Paulo

A campanha “Dar é uma boa ação” realiza sua terceira edição no próximo 17 de julho, em São Paulo, com o objetivo de arrecadar recursos para a compra de itens destinados à população LGBT em situação de vulnerabilidade social atendida na região central da capital paulista. A iniciativa acontece no Dédalos Club, que destinará parte da renda obtida na noite para a ação solidária.
Criada dentro do projeto DiverCidade, idealizado por Heitor Werneck em parceria com Adriana Bonita, a campanha busca mobilizar a comunidade em torno da solidariedade, unindo entretenimento e impacto social.
Nas duas primeiras edições, a iniciativa contou com o apoio de veículos de imprensa e da divulgação nas redes sociais dos organizadores e dos espaços parceiros. Segundo a organização, as arrecadações permitiram atender mais de 500 pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade.
Neste ano, os recursos arrecadados serão utilizados para a compra de barracas, cobertores, gorros, meias e agasalhos, itens essenciais para enfrentar o período de inverno. As doações serão destinadas à população atendida na região central de São Paulo.
Para Heitor Werneck, que viveu em situação de rua durante a adolescência e juventude, o projeto vai além da entrega de itens básicos. Segundo ele, o contato direto com as pessoas também possibilita encaminhamentos para programas sociais e serviços de assistência.
“Através de dar a comida, agasalho e um pouco de conforto a essas pessoas, eu consigo conversar com elas para poder integrá-las na sociedade, colocá-las nos programas sociais do governo, atendimentos médico, jurídico e psicológico, que, por sinal, estão cada vez mais escassos. Estou muito preocupado com a diminuição de políticas públicas enquanto só aumenta a população de rua”, afirma.
Além de arrecadar recursos para suprir necessidades imediatas, a campanha pretende chamar a atenção para a importância da mobilização da sociedade civil diante dos desafios enfrentados por pessoas em situação de vulnerabilidade. A proposta reforça que espaços de entretenimento também podem atuar como agentes de transformação social, promovendo acolhimento, solidariedade e conscientização.

