Dia Nacional do Funk: Venha conhecer artistas funkeiros LGBTQIAPN+

Comemorado neste domingo (12), o Dia Nacional do Funk celebra um dos gêneros musicais mais populares do Brasil. Para marcar a data, o CG do Pop reuniu alguns artistas LGBTQIAPN+ que ajudam a transformar o funk, levando mais representatividade, diversidade e novas narrativas para o movimento.

Lia Clark
Lia Clark é um dos principais nomes da música pop e do funk LGBTQIAPN+ no Brasil. Cantora, drag queen e compositora, a artista conquistou espaço no cenário nacional ao unir batidas dançantes, letras marcantes e uma personalidade irreverente. Ao longo da carreira, lançou sucessos que viralizaram nas plataformas digitais e acumulou parcerias com grandes nomes da música brasileira, consolidando sua presença dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+.
Com uma trajetória marcada pela representatividade e pela constante reinvenção, Lia Clark segue levando sua identidade artística para os palcos e conquistando novos públicos a cada lançamento. Considerada a pioneira do funk LGBTQIAPN+ no Brasil, foi uma das artistas responsáveis por abrir caminhos para que outros nomes da comunidade também encontrassem espaço no gênero. Se hoje vemos cada vez mais artistas LGBTQIAPN+ construindo carreira no funk, muito disso passa pela trajetória que Lia ajudou a construir.

Zumbicore
Zumbicore é um dos nomes que vem chamando atenção na cena do funk LGBTQIAPN+. Apostando em uma mistura de funk, pop e uma estética inspirada no terror e na cultura pop, o artista tem construído uma identidade própria, tanto nas músicas quanto nos videoclipes. Em seus trabalhos, aborda temas como liberdade, diversidade e autoexpressão, sempre com uma linguagem ousada e visual marcante.
Entre seus lançamentos está Perigo Noturno, faixa que reforça sua proposta artística e mostra por que ele vem conquistando cada vez mais espaço na cena independente. Zumbicore também aposta na estética dos anos 1990 e 2000 em seus trabalhos.

Dornelles
Natural do Rio de Janeiro, Dornelles é um dos artistas da nova geração do funk carioca. Com um trabalho que mistura batidas envolventes, letras marcantes e influências de diferentes vertentes do gênero, o cantor vem conquistando espaço ao apostar em uma identidade própria e em lançamentos que dialogam com o público das plataformas digitais, o artista lançou seus EP’s “Só para maiores” e “Putaria Legalizada”, além de parcerias icônicas que sempre viralizam nas redes sociais e nas plataformas digitais.
Sua proposta une a essência do funk do Rio a uma sonoridade atual, mostrando versatilidade e acompanhando a evolução do gênero. A cada novo projeto, Dornelles reforça seu nome na cena e amplia sua presença entre os artistas que representam a nova fase do funk carioca.

Kalef Castro
Kalef Castro é um dos nomes da nova geração do funk que aposta em irreverência, autenticidade e uma forte presença nas redes sociais. Com músicas que transitam entre o funk de putaria, o deboche e o humor, o artista vem conquistando espaço com lançamentos que viralizam e chamam atenção pela personalidade marcante.
Faixas como “Putífero”, “AUTOMOTIVO CURA HÉTERO” e “Eu Botei Neles (Eu Boto, Tu Bota)” ajudam a mostrar a versatilidade do cantor e sua conexão com o público que acompanha a cena do funk atual.

Pepita
Pepita é uma das artistas mais importantes da cena LGBTQIAPN+ na música brasileira. Cantora, compositora e apresentadora, ela construiu uma trajetória marcada pelo funk, pela representatividade e pelo ativismo em defesa da diversidade.
Com letras que celebram a autoestima, a liberdade e o orgulho de ser quem é, Pepita conquistou espaço no cenário nacional e se tornou uma referência para novos artistas da comunidade. Além da música, também ampliou sua atuação na televisão, em campanhas e em projetos voltados à inclusão, reforçando seu papel como uma das vozes mais influentes da cultura pop e do entretenimento brasileiro.

Katy da Voz e As Abusadas
Katy da Voz e As Abusadas é um dos nomes que marcam a trajetória do funk LGBTQIAPN+ no Brasil. Mulheres trans e dona de uma personalidade marcante, o trio conquistou seu espaço no gênero com músicas que misturam irreverência, empoderamento e o ritmo característico dos bailes cariocas. Ao longo da carreira, tornou-se uma referência de representatividade ao mostrar que pessoas trans também podem ocupar o protagonismo dentro do funk. Sua trajetória ajuda a ampliar a visibilidade da comunidade LGBTQIAPN+ no gênero e segue inspirando novos artistas que buscam espaço na cena.

Isma
Isma é cantora, compositora e uma das artistas que vêm fortalecendo a presença LGBTQIAPN+ no funk brasileiro. Após ganhar destaque com a dupla Irmãs de Pau, iniciou sua carreira solo levando adiante uma identidade artística marcada pela irreverência, criatividade e representatividade. Em seus trabalhos, mistura funk, rap e pop, explorando diferentes sonoridades e reforçando a importância da diversidade dentro da música brasileira. “Made In Cohab”, seu primeiro disco solo só comprova isso.

Vita
Vita é cantora e compositora que conquistou reconhecimento nacional como integrante da dupla Irmãs de Pau e, atualmente, segue construindo sua trajetória solo. Com uma proposta que une funk, pop, rap e outras influências da música urbana, a artista se destaca por letras que celebram liberdade, autoestima e diversidade. Sua carreira representa a força de uma nova geração de artistas LGBTQIAPN+ que continua ampliando a representatividade e ocupando cada vez mais espaço no cenário musical brasileiro. Vita lançou seu debut álbum “VITA’S HOUSE” recentemente, onde ela foi super aclamada.
O funk sempre foi um espaço de resistência, criatividade e expressão das periferias. Hoje, com cada vez mais artistas LGBTQIAPN+ conquistando visibilidade, o gênero também se fortalece como um ambiente de diversidade, mostrando que há espaço para diferentes histórias, vivências e identidades. Neste Dia Nacional do Funk, celebrar esses nomes é reconhecer a importância de quem segue ampliando a representatividade e contribuindo para a evolução do movimento.


